De Analista Júnior à Diretora Global: a trajetória inspiradora de Cleide Magalhães na Mars
Cleide Magalhães compartilha sua ascensão de 18 anos na Mars, de analista a Diretora Global, revelando como curiosidade, escuta ativa e liderança humanizada transformam a tecnologia.
Edição WoMakersCode
Hoje temos a oportunidade de conhecer de perto a trajetória inspiradora de Cleide Magalhães, que iniciou sua jornada na Mars em 2007 como analista de suporte e, ao longo de 18 anos, construiu uma carreira sólida até chegar ao cargo deGlobal Digital Technologies Director.
Sua história é marcada por aprendizado contínuo, superação de desafios e uma evolução que reflete não apenas o crescimento profissional, mas também o impacto da tecnologia no futuro dos negócios. Nesta entrevista, vamos explorar os marcos dessa caminhada, os desafios de liderar em escala global e sua visão sobre o papel das mulheres na transformação digital.
O segredo da longevidade e ascensão na carreira
Sua trajetória dentro da Mars é admirável. Você começou em um cargo júnior e hoje está na liderança global. O que fez a maior diferença para conquistar esse espaço e transformar sua trajetória em um exemplo de crescimento?
Eu acredito que um grande diferencial da minha trajetória foi a combinação de curiosidade, resiliência e propósito. Sempre busquei entender o “porquê” por trás do que fazemos em tecnologia, como cada iniciativa realmente impacta o negócio e as pessoas. Isso me ajudou a ir além das tarefas do dia a dia e a enxergar oportunidades de crescimento e contribuição em cada etapa da jornada.
Outro ponto essencial foi ter coragem de sair da zona de conforto e aceitar desafios que, muitas vezes, pareciam grandes demais no início. Aprendi que o crescimento vem justamente desses momentos.
E, por fim, o apoio de mentores e líderes que acreditaram em mim foi fundamental, e é por isso que hoje faço questão de retribuir, incentivando as pessoas a acreditarem no seu potencial e a ocuparem espaços de liderança na tecnologia.
Ao longo de tantos anos na Mars, o que te manteve engajada e conectada com a empresa a ponto de escolher não apenas permanecer, mas construir uma trajetória sólida e ascendente dentro dela?
O que sempre me manteve engajada e conectada foram, acima de tudo, as pessoas ao meu redor e a cultura da Mars. Trabalhar com pessoas que compartilham valores, colaboram genuinamente e se apoiam faz toda a diferença, é o que transforma o ambiente em um lugar onde dá vontade de ficar e crescer.
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Além disso, a Mars sempre me proporcionou oportunidades de aprendizado e evolução. Ao longo dos mais de 18 anos, nunca me senti estagnada, sempre houve espaço para aprender e me desenvolver.
E outro ponto muito importante: o impacto.
Saber que o trabalho que fazemos em tecnologia realmente transforma o negócio e melhora a vida das pessoas é o que me inspira a continuar construindo essa trajetória aqui.
Gestão global
Liderar equipes distribuídas globalmente exige sensibilidade cultural, alinhamento estratégico e comunicação clara. Na sua experiência, qual tem sido o maior desafio ao trabalhar com times diversos e como você tem conseguido transformar essa diversidade em vantagem competitiva?
Trabalhar com equipes distribuídas globalmente tem sido uma das experiências mais enriquecedoras da minha carreira. A diversidade de culturas, formas de pensar e estilos de trabalho amplia muito a nossa capacidade de inovar, mas exige, ao mesmo tempo, sensibilidade e intenção para transformar essa diversidade em um verdadeiro diferencial.
O maior desafio tem sido criar um senso genuíno de conexão e pertencimento, mesmo à distância. Para isso, comunicação aberta e entendimento das diferentes realidades de cada são essenciais. Não existe uma fórmula única, o que funciona é a empatia e a clareza de propósito. Quando conseguimos unir pessoas de diferentes origens em torno de um mesmo objetivo e damos espaço para que cada uma traga o melhor de si, a diversidade se transforma em vantagem competitiva, um diferencial.
Quais habilidades comportamentais você considera indispensáveis para quem quer liderar em tecnologia hoje?
Liderar em tecnologia hoje exige muito mais do que conhecimento técnico. As habilidades comportamentais são o que realmente diferenciam um líder. Para mim, três são indispensáveis: curiosidade, empatia e adaptabilidade.
A curiosidade mantém o líder conectado às mudanças e à inovação, porque tecnologia evolui o tempo todo numa velocidade incrível, e é preciso querer aprender continuamente. A empatia é essencial para construir times engajados, onde as pessoas se sintam valorizadas e queiram contribuir. E a adaptabilidade permite navegar em contextos incertos, com abertura para ajustar rotas e aprender com os erros. No fim das contas, liderar em tecnologia é sobre pessoas!
Ao longo da sua trajetória, qual foi o aprendizado mais valioso sobre liderança que você só descobriu na prática, algo que nenhum livro ou curso poderia ensinar?
Um aprendizado mais valioso que só a prática me trouxe é o poder da escuta ativa. Ouvir de verdade transforma a forma como lideramos, porque nos permite compreender perspectivas diferentes e tomar decisões mais conscientes. Outro ponto foi a importância da rede de relacionamentos: ninguém cresce sozinho. Ter pessoas com quem compartilhar experiências, pedir conselhos e construir parcerias é fundamental. E também que liderar é saber lidar com a ambiguidade. Nem sempre teremos todas as respostas ou a clareza total do caminho, mas é justamente nesses momentos que a confiança no time, a colaboração e a capacidade de aprender no percurso fazem a diferença.
Esses três aprendizados — escuta, rede de relacionamentos e resiliência diante da incerteza — moldaram minha forma de liderar e me mostraram que a liderança é menos sobre controle e mais sobre conexão e coragem.
A gente sabe que mesmo com tantos avanços, a presença feminina na área de tecnologia ainda é proporcionalmente pequena. O que te motivou a seguir por esse caminho e como você enxerga seu papel na construção de um ambiente mais inclusivo para outras mulheres que estão começando?
O que sempre me motivou a seguir na tecnologia foi a possibilidade de resolver problemas, ajudar as pessoas e gerar impacto por meio da inovação. Desde o início da minha carreira, enxerguei a tecnologia como um campo dinâmico, cheio de oportunidades de aprendizado e transformação.
Ao longo da jornada, percebi a importância de contribuir para um ambiente mais inclusivo. Isso significa apoiar talentos diversos, valorizar diferentes perspectivas e criar condições para que todos possam se desenvolver.
No meu caso, como mulher em tecnologia, sei que a representatividade tem um peso especial. Por isso, busco atuar de forma natural como referência e apoio para quem está começando, mostrando que há espaço para crescer e construir uma carreira sólida nesse setor.
Há pessoas, líderes ou momentos que foram decisivos para moldar a sua carreira?
Ao longo da minha trajetória na Mars, tive a sorte de contar com líderes incríveis e momentos que foram decisivos para moldar minha carreira. Minha primeira gerente me ensinou a importância de entregar sempre com alta qualidade, estabelecendo um padrão que carrego até hoje. Mais adiante, tive um líder que acreditou no meu potencial e me promoveu a gerente, mesmo antes de eu mesma ter plena confiança de que poderia liderar pessoas.
Houve também um momento marcante em que fui incentivada a mudar completamente de área funcional — um desafio enorme — e nessa transição, uma pessoa que era minha par foi fundamental ao me apoiar nos primeiros passos, quando eu ainda não dominava nada daquela nova realidade.
Em outra fase, aprendi com um gestor a conduzir equipes em meio à ambiguidade, entendendo que clareza nem sempre está disponível, mas que é possível avançar com coragem e adaptabilidade.
E, por fim, destaco meu atual gestor, que me desafia constantemente, abre portas e me inspira a continuar crescendo. Cada uma dessas pessoas e experiências deixou marcas profundas na minha forma de trabalhar e de conduzir times. Elas me mostraram que a carreira é construída não apenas pelas nossas escolhas, mas também pelas oportunidades, aprendizados e relações que cultivamos ao longo do caminho.
Sendo mulher em um setor ainda muito masculino, quais barreiras você enfrentou e que conselhos daria para jovens mulheres que sonham em liderar na área de tecnologia?
Tenho consciência de que muitas mulheres ainda enfrentam barreiras na área de tecnologia, mas a minha experiência foi diferente. Acredito que isso se deve muito à cultura da Mars, que sempre valorizou a diversidade e me ofereceu oportunidades de crescimento independentemente do gênero. Por isso, nunca senti que precisei provar meu lugar por ser mulher e considero isso um grande privilégio!
Mas, o conselho que deixo para jovens mulheres que desejam trilhar esse caminho, independentemente do cenário que estejam inseridas é: invistam em aprendizado constante, desenvolvam suas habilidades comportamentais e mantenham o foco em gerar valor. Conhecimento técnico é importante, mas habilidades comportamentais como comunicação, colaboração e adaptabilidade são o que realmente fortalecem a liderança. Quando unimos competência, propósito e consistência, as oportunidades naturalmente se abrem.
Que conselho você daria para mulheres que já estão na área de tecnologia, mas ainda não se enxergam prontas para ocupar posições de liderança?
Muitas vezes, a sensação de não estar pronta é mais comum do que parece, e não significa falta de capacidade, mas talvez a autocrítica falando mais alto.
Os conselhos que eu daria:
Não esperem estar 100% prontas para dar o próximo passo. Liderança se aprende na prática, com cada desafio e com cada pessoa que passa pelo nosso caminho.
Invistam em aprendizado constante, não apenas técnico, mas também no desenvolvimento de habilidades comportamentais.
Construam uma rede de apoio — colegas, mentores, pares — porque ninguém cresce sozinho.
E mantenham o foco em gerar valor: quando o impacto do seu trabalho é claro, a confiança para assumir novas responsabilidades vem naturalmente.
E por fim: Olhando para o futuro, qual legado você gostaria de deixar tanto para a Mars quanto para o setor de tecnologia?
Olhando para o futuro, o legado que eu gostaria de deixar para a Mars é o de ter contribuído para uma área de tecnologia cada vez mais estratégica, inovadora e conectada ao negócio mas, acima de tudo, centrada nas pessoas. Quero que o time se lembre de mim não apenas pelos resultados entregues, mas pela forma como construímos juntos: com colaboração, confiança e propósito.
Para o setor de tecnologia, espero deixar a contribuição de que inovação não se faz apenas com ferramentas e processos, mas principalmente com pessoas. Acredito que quando criamos ambientes onde diferentes perspectivas são valorizadas, conseguimos melhores soluções.
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