
Abrindo a programação do Julho das Pretas, mês que celebra as contribuições, a liderança e o protagonismo das mulheres negras na construção da sociedade, da ciência, da educação e da tecnologia, conversamos com Ana Gaspar.
Ana Gaspar é uma das vozes mais influentes quando o assunto é inovação em educação, tecnologia e impacto social em escala global. À frente da função de Global Portfolio Delivery Lead na IBM, ela lidera a entrega de experiências de aprendizagem que já estão moldando o futuro da capacitação profissional. O Desafio de formação contínua da força de trabalho atual e das próximas gerações exige ambição e Ana está no centro dessa transformação.
Com 17 anos de experiência em integração tecnológica, STEM Education, design de aprendizagem e desenvolvimento de talentos, sua trajetória conecta ciência, startups, big techs e organismos internacionais como Apple, IDB, UNOPS, OEI e British Council. Essa vivência internacional, que passa por Silicon Valley, Londres e hubs de inovação globais, reforça sua autoridade como especialista em transformação digital e responsabilidade social corporativa.
Ana representa o avanço da liderança feminina em tecnologia, inspirando novas gerações a ocupar espaços estratégicos em um setor ainda marcado por desigualdades. Sua história tem elementos que fazem dela uma referência incontornável para quem busca entender como inovação e diversidade caminham juntas rumo ao futuro.
Nesta entrevista, ela compartilha sua trajetória que inspira e traz como liderança, inovação e diversidade podem transformar o futuro da educação e da tecnologia.
Ana, vamos começar com uma pergunta dupla: quando você olha para o início da sua trajetória, o que mais te surpreende ao comparar com o papel que ocupa hoje? E qual foi a decisão mais ousada que expandiu sua trajetória e te levou a esse patamar?
Com certeza, foi ter concluído a graduação. A taxa de evasão no ensino superior é de mais de 50% e eu quase fui parte da estatística. Pensei em mudar de curso algumas vezes porque eu era muito curiosa e inquieta, eu comecei a estudar tecnologia na graduação em História e quis muito mudar para Engenharia na época. Ao invés disso, eu prossegui no curso e aprofundei meus estudos e práticas profissionais em tecnologia em cursos livres como os oferecidos pela WomakersCode. Só depois do mestrado que voltei para a graduação de Engenharia da Computação. A decisão mais ousada foi ter criado uma startup. Assim como muitas, mais de 90%, a empresa não decolou, mas eu aprendi muito e consolidei a minha jornada na tecnologia e educação, além de ter tido a oportunidade de ter experiências internacionais valiosas.



